quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Grenoble

Então
Pra variar, to começando meu texto com então..

Estou no momento em Grenoble, na universidade Stendhal, esperando o João assistir o começo da aula dele. Uhum. O problema é que a internet não esta funcionando! aaaaaaaa! Que ódio, que raiva, eu tinha tanta coisa a resolver! Agora to aqui nesse tempo morto.. enfim, já que estou à toa mesmo, resolvi finalmente escrever um novo post.

Shit shit shit, não adianta eu trocar de lugar, eu nao consigo conectar. Shit.

Enfim, vamos lá então. Primeiro vou tentar passar as fotos pra esse computador; será que eu consigo? hmmm. Tralalala.. (vcs viram; estou lhes incluindo na minha monotonia)

Pronto, as fotos estão devidamente salvas nesse macabu. Agora vamos contar.

Segunda-feira passada, há exatamente uma semana, deixei, finalmente, Weimar e Alemanha para trás, para me aventurar pela terra dos croissants. Logo pela manhã, me despedi do Vinícius e 7h04 peguei um trem com destino a Frankfurt. O trajeto seria: Weimar-Frankfurt-Basel-Genève-Grenoble; tudo de trem. Estava indo tudo bem, com exceção pelos enjoos, fomes e similares, mas tudo sob controle. Até que desci em Basel.

Desci em Basel. De acordo com meu papel da Hauptbahnhof, deveria pegar o proximo trem na plataforma 12. Porem, ao que tudo indicava, a estacao so tinha 11 plataformas..!! E reparando bem, eu havia chegado cerca de 10 minutos mais cedo, o que nao faz sentido, porque esses trens sao muito pontuais. Desci para olhar o papel da estacao, informando os horarios de todos os trens da semana, quando vi que haviam trens saindo de la para tchanananan ! Basel !!!!! Basel SB, algo assim – igualzinho ao que constava no meu papel, como estacao em que eu deveria ter descido. Desesperada, perguntei prum cara que estava do meu lado, se eu estava no lugar errado, ele disse que sim, que eu deveria ter descido uma estacao depois ! Dai ele disse que se eu me beeilen, se me apressasse, eu conseguia pegar um outro trem que saia naquele mesmo horario, para a outra estacao, e foi correndo comigo em direcao a plataforma. Sai voando e dizendo danke danke danke !, e quando ja no meio da escada, ouco o cara gritando tschau ! – supersimpatico. Pulei pra dentro do trem, tremendo, quando ouvi a mulher na minha frente dizendo para 2 meninas : nao, vamos sentar desse lado de ca ! nao hesitei : « brasileira ??? » dai ela disse que sim, sentei perto dela e viemos conversando. Jessica, mineira, cresceu em Vitoria e se casou com um Suico, mora la agora. Contei meu drama, ela contou o dela – perdeu a conexao porque chegou atrasada no trem – dai ela foi me ajudando a olhar o que eu faria assim que chegasse. Alivio enorme encontrar brasileiros. Enorme. Sai correndo do trem e cheguei a tempo na proxima estacao, de forma que nao perdi a conexao. Aleluia. Kkkk. Mas serio, se eu tivesse perdido, seria uma meleca, porque nao teria como avisar o Joao, e ele ficaria desorientado la sem saber o que tinha sido de mim. Construcao de frase que parece errada, mas eu gostei dela, entao vou deixar assim mesmo.

Enfim, entrei no trem certo, cheguei sa e salva em Genève. La, fiquei meio perdida tambem em relacao a para onde deveria ir, mas rapidamente me orientei. Aflicao de estar em um lugar onde ninguem fala sua lingua. Ou melhor, onde vc nao fala a lingua de ninguem. Entrei finalmente no trem e aproximadamente 2 horas e meia depois, cheguei na estacao de Grenoble, para encontrar o Joao !

Joao ? Mas onde ele esta ?

Desci do trem, nada de Joao. Fui andando, sai da plataforma, fui em direcao a estacao (digo, onde se compra passagens e tal), nada de Joao. Esperei, esperei. Voltei na plataforma ; nada. Sai por outro caminho ; nada ainda. Voltei entao pra entrada da estacao, larguei minha mochila no chao e logo em seguida, vi uma cabecinha preocupada olhando para todos os lados. Camisa verde. Olhou pro meu lado, mas nao me viu. Fui atras e me fiz ver. :)

Acontece que ele pensou que eu chegaria de onibus, e ficou me esperando na outra estacao, do lado. Mas no final, deu tudo certo. :)

Deixamos as coisas la em casa (kkkkk ne ??) e saimos para o supermercado, comprar qualquer coisa de comer. Chegando la, encontramos alguns dos amigos do Joao, pessoas bastante simpaticas, e decidimos comer todos juntos. Compramos uma coca baratassa horrorosérrima, uma lasanha similar, um paté simpático e voltamos pro alojamento.

As pessoas iam sair aquela noite, mas eu tava cansada demais, nao ia conseguir. Fui pro quarto tomar banho, depois chegaram Joao e Anna, para falar sobre uma possivel viagem de carro para Nice e redondezas. Ficou combinado de eu ir olhar precos de aluguel de carro com a Anna no dia seguinte. E assim foi. Kkkkk

Nos outros dias, passeamos pela cidade, conhecemos os lugares, descobri que o kebap daqui e diferente do da Alemanha. Coisas assim. Saimos para um irish pub com (sera que eu lembro os nomes ?) Igor, Anna, Leticia e Cintia (ra ! lembrei !), e descobri que a cerveja grande daqui e menor que a media na Alemanha. Assustadoramente menor. Pus a informacao na roda, empolgando as pessoas para posteriormente me visitarem.

Nao me lembro muito bem da ordem das coisas, mas em um outro dia, quando ja preparados para uma sessao de cinema em casa (ui, rede globo), Igor bateu na porta do quarto, chamando para o quarto da Anna, para socializar e comer de graca. :p Ficamos la ate tarde ; foi bem legal. Ainda que a Leticia tenha me chamado de estranhinha. Kkkkkkkk. Diz ela que isso nao e ruim – optei por acreditar. ;)

No sabado, madrugamos – mesmo, acordamos 6h para viajar para Avignon. Nao estavamos botando fe que a viagem ia vingar, porque nos outros dias havia chovido bastante, e se o tempo nao fizesse beau, a viagem seria cancelada. Acontece que por milagre fez beau e conseguimos concretizar os planos. Fui com Joao e Anna, em excursao do curso de linguas daqui, para Orange, depois Avignon. Visitamos um arco de triunfo, um teatro romano, uma antiga moradia papal, uma ponte que nao foi finalizada e um aqueduto romano de mais de 2000 anos. Tipo, superbacana. Fiquei horrorizada com o tanto de turista em Avignon – mais ainda, quando soube que aquele dia nao estava tao cheio quanto de costume. Serio, e de enlouquecer, o tanto de gente que estava andando por la. Avenida lotadassa. E eu que me irritava com os turistas de Weimar.. !

O lugar la do tal aqueduto e super bacana. A historia e bem legal, tipo, aquele aqueduto levava agua por mais de 50 km de distancia, passando por cima das montanhas. João Vitor me fez subir numa trilha loucassa la para fotografar o aqueduto la de cima. Ok, ok, valeu a pena. Mas ainda tenho pavor de trilhas. Morro de medo de desbarrancar la de cima. Non è bello.

Entao, meio que sao 4 pras 14h e nao consegui mesmo conectar a internet daqui. Tempo perdido, porque eu tenho que decidir o que farei nos proximos dias, dado que desisti de ir pra Espanha – me convenceram de que Madrid nao é tao legal assim; que eu estaria fazendo um mau negocio indo pra la, sem ir a Barcelona. E tambem, tem outros lugares que eu tenho mais vontade de conhecer. Vamos ver, se viajarei sozinha, ou se acho companhia. Internet, pra isso, seria bacana.

Entao, paro por aqui. Depois escrevo mais.

Beijos em todos, liebe Grüße
Au revoir

domingo, 10 de agosto de 2008

Deus. pra quem quiser a versão ao vivo. é ainda mais constrangedora.

parece que chamaram as meninas da platéia pra dançar. povo duro.

e que imagem linda que eles têm do nosso Brasil.

sábado, 9 de agosto de 2008

Party

já que estou aqui mesmo, vou aproveitar pra contar do dia de ontem.

infelizmente não tenho fotos (muito infelizmente), mas vá lá.

vamos por highlights. (o q q dá em mim que eu lembro das palavras mais bizarras, que eu nunca usei no Brasil, quando eu vou escrever aqui? gente, eu usei o verbo "lalar" no último post. isso não é normal. não pode ser.)

primeiro, Vinícius e eu no trem, voltando de Erfurt, depois de rodar a cidade toda procurando capa protetora de notebook, sem achar nada que valesse a pena. na verdade, um pouco antes de entrar no trem, demos de cara com um colega de sala nosso, que nos viu e virou o rosto, fingindo estar distraído. ah, o calor alemão! começamos a rir na hora; com certeza ele reparou que rimos dele, mas vamos combinar: vai ser ridículo assim? aff. depois, quando entramos na estação pra esperar o trem, ele tava lá também, e dessa vez nem nos demos ao trabalho de tentar cumprimentá-lo.

entrando no trem, tava bem cheio, nos sentamos, eu com um menino do lado, Vinícius sem ninguém do lado, na minha frente. ficamos conversando, em português, até que em um dado momento, o menino perguntou pro Vinícius: "vc é de que região do Brasil?" tomamos um susto kkkk, até comentamos "ainda bem que não estávamos falando mal de vc!", kkkk, ele riu, tals. daí ele falou, BH, se apresentou, me apresentei, o menino se apresentou, Titus, alemão de Weimar, filho de uma peruana. suuper simpático. daí ele presumiu q eu era alemã, kkk, e eu respondi q, apesar de não parecer, sou 100% brasileira. isso é uma das coisas que eu mais gosto. eu me sinto "normal" por aqui. ok, isso soou muito emo hahahaha. o que eu quero dizer é que as pessoas sempre acham que eu sou alemã, e se eu abro a boca e elas ouvem o sotaque, elas pensam que eu sou francesa ou alguma coisa assim. no Brasil, eu sempre me sinto diferente de todo mundo - eu já encontrei pernas mais brancas que as minhas, aqui! sem dramas, mas é verdade, já me disseram trocentas vezes que eu era muito diferente, que eu tinha um rosto diferente, tals, e aqui, todo mundo acha normal. isso eu gosto.

voltando. ficamos conversando com ele, ele em espanhol, nós em português, e foi superlegal. e por ironia do destino, nosso simpaticíssimo colega virador de rosto profissional e sua namorada, casal legitimamente alemão, que mal se toca e quase nunca fala nada, voltaram o caminho todo andando uns 3, 4 metros na nossa frente, ouvindo nossa conversa com o outro alemão. garanto que teria sido muito mais divertido pra eles conversarem com a gente, do que andarem o caminho todo calados. sério, é de dar aflição. mas não, ele fingiu não ter visto a gente. falta de educação. não sabe o que perdeu. ui!

voltamos pra casa, Carol ligou pro Vinícius, nos chamando pra ir a Jena, numa festa, com o Mimmo. sim, o nome dele é esse mesmo, não é apelido.

caímos num buraco; buraco negro, daqueles que atraem o que está em volta. mas esse atraía só as maiores bizarrices. sério, o lugar é muito péssimo, total fim de carreira, muito engraçado. as músicas eram de mil novecentos e noventa e eu na escola. as pessoas, das mais sem ritmo e mais bizarras do mundo. um que dançava encenando, como se estivesse gravando um videoclipe. outro, que parecia pular amarelinha. uma menina, toda de branco, dançando freneticamente, com a calça mais equivocada jamais produzida pelo ser humano. uma mulher totalmente descabelada, dançando com um cara canastrão que simplesmente apertou seus peitos (vale frisar: totalmente sem jeito) no meio da pixxxxta, nos fazendo cair de costas. outro canastrão, chato, chato, chato, que ficava forçando a barra pra dançar com a gostosona da festa que, de acordo com Carol e Vinícius, estava lá semana passada também. (ela é gostosona mesmo, sem ironia) um cara totalmente tosco, que ficava falando com o DJ e gritando "uhuu", para exibir sua boca desprovida de incisivos superiores (argh!). uma menina absolutamente bêbada, com uma micromicromicrosaia, de salto alto fino, que mal se mantia em pé - foi o primeiro public kissing da noite (por aqui acontecem muito raros), e que em 10 minutos estava com a blusa desabotoada e o sutiã de fora - assim ficou por mais de 1 hora, sem perceber, até uma alma boa lhe dizer para fechar a camisa. sério, essa menina tava com cara de que ia vomitar a qualquer momento. ah, e teve os caras da despedida de solteiro - um deles chamou a Carol pra fazer um strip kkkkkkkkkk. vimos também o bigode - um cara com aqueles bigodes cheios, bem servidos (como diria o O Bruno), fazendo uma voltinha pra cima, sabem como? muito bizarro.

enfim, deu pra rir bastante. e dançar SAMBA! DE JANEIRO! papa papaa papapa papa! papa papaaa papapa papa! pa pa papa papapa papa! SEMPRE ASSIM! EM CIMA! EM CIMA EM CIMA EM CIMA! SEMPRE ASSIM! EMBAIXO! EMBAIXO EMBAIXO EMBAIXO!

sério, vale muito a pena ver o video.

resumindo, foi isso! pena que não tenho fotos, muita pena mesmo.

beijos em todos, boa noite!
liebe Grüße!

Abschiede

despedidas

então..

essas últimas semanas foram regadas a momentos de despedida. primeiro, foi a Andra, nossa querida amiga romena, companheira de todos os macarrões em casa e almoços no Mensa. despedidas são sempre difíceis, mas a dela teve um gostinho de "até logo", porque talvez iremos à Romênia passear com ela (Bucureşti e outras cidadelas em volta).

fomos pro Studentenwohnheim (alojamento universitário) dela - na verdade, prum clube que tem lá. é tipo, superbacana o lugar; uma pena que o Wohnheim fica tão longe do resto do mundo! fomos Lyubava, Vinícius e eu; lá encontramos a Andra e um amigo rockabilly dela, que não sei o nome..! opa, mentira! sei o apelido: Elvis! :D não sei se ele se chama Karl.. ou se eu tô inventando isso.. enfim!

lá nós jogamos sinuca divinamente (nenhum de nós tem coordenação pra isso - com exceção da Lyubava, minha dupla! :D ela não tinha coordenação, mas tinha muita sorte. kkkkk). ganhamos a melhor de 3 (2x1); perdemos a última pq eu encaçapei a bola 8 na caçapa errada. :/

depois jogamos dardos um tempão e ficamos conversando..

no dia seguinte, voltei lá pra buscar minha herança: cobertor, travesseiro (que o Vinícius lalou), cabides, coisas de cozinha, velas, revistas.. acho q só.. emagreci 12 kilos no caminho de volta - que eu voltei apé, carregando a mala que pesava mais de 20kg. juro, era muito longe.

então, tô comentando só das despedidas que eu tenho fotos..! ah, vou falar rapidinho das outras tb né.

depois da Andra, foi a vez de me despedir da Sophie, uma de minhas Mitbewohnerinen, francesa parisiense do quarto do lado do meu, fofa que só. com certeza vai fazer falta aqui em casa; era com quem eu tinha mais contato. bom, talvez nos veremos novamente em Paris, quando eu for pra lá. tomara. :) pra vcs entenderem: Vinícius e eu a chamamos de Mara. por que Mara? então. aqui em casa eu moro só com apresentadoras de programas infantis. (usamos nomes fictícios pra elas não saberem que estamos falando delas :p ei! não me julguem! tenho certeza de que vcs fariam o mesmo!) prosseguindo: a Sophie é a Mara [Maravilha], a Kathi é a Angélica e a Mandy é a Maria. Maria? Sim. Maria da Graça Xuxa Meneghel. kkkkk :D

depois foi a Silvana, portuguesa gracinha demais também. mas também parece que iremos visitá-la nessas férias. :D

depois, o Martin, que tá indo pro Brasil, estudar artes na UFMG. conhecemos a mãe dele, que ficou falando de coisas do Brasil com a gente (pq eles moraram uns anos em SP quando o Martin era pequeno). daí um cara muito louco, sério, de pedra, que ficava falando sozinho o tempo inteiro, rindo sozinho, esquisitasso, me cutucou e perguntou como se falava "grosses Ohr" em português. eu respondi, "orelha grande", com aquela cara de pontodeinterrogação reinando no meu rosto. daí ele mesmo já foi respondendo, rindo, "é assim que vcs chamam telefone público lá né!" !! aí que eu entendi! e corrigi: "é orelhão!".. aí a mãe do Martin me ajudou a explicá-lo que "ão" é um aumentativo - que em alemão só existe diminutivo. daí ele me disse que a mãe dele é louca com o Brasil, adora o país, e que foi passar as férias no Rio, se não me engano, um tempo atrás, e voltou contando isso pra ele, achando a maior graça. daí eu ainda tive que explicar que o formato do orelhão lembra mesmo uma orelha; pq aqui não tem nada disso. acabou que o louco varrido é supergenteboa, muito simpático, engraçado, só absolutamente louco mesmo. :D chama Jonas eu acho. eu avisei pra ele que iria esquecer. daí, mais tarde um pouco, chegaram Bianka e seu namorado, Thomas - ela acabou de voltar de BH, ficou 3 meses por aí (por lá, sei lá onde vcs estão!). superlegal ela e o namorado tb, adorei os 2! ambos estudam Mediengestaltung, e o completamentedoido tb. todo mundo que é legal estuda Mediengestaltung! vou ter que pegar umas matérias lá esse próximo semestre.

então, foi isso.

depois, teve a despedida do Rafa, que também tá indo pra BH (lembram-se do episódio Cathlyn? ele é o antagonista. não que ela seja uma heroína, mas ela definitivamente foi a protagonista - ou alguém discorda?). fui com Carol e Vinícius, ficamos um tempinho lá - Rafa é um doce -, tava tendo um supersaldãodovarejo das coisas dele e de uma menina que também ia viajar pra não sei onde, e comprei um pano dela, como diria a Carol. despedimos dele, seguros de que ainda nos veríamos na FaFiCH no ano que vem (ele vai estudar na Comunicação) e zarpamos para a despedida do Fred.

Fred fez sua despedida no C-Keller, lugar mais insuportavelmente com cheiro de cigarro do mundo. mas acabou que nem entramos; ficamos ou no bar lá em cima ou na escada lá embaixo, antes da entrada. primeiro, ficamos conversando com 2 pessoasdopaísdabota (que se falar "italiano" eles entendem kkk), simpáticos, mas pra variar, eu não conseguia me comunicar com eles. daí chegaram Rafaela, Felipe, Osmar e uns amigos dele, que formaram com ele na federal (todo mundo da comunicação também). ficamos conversando até o Fred despedir da italiana dele, que tava voltando pra bota. daí ele voltou, continuamos ali, na escada; foi bacana. Mimmo, botense e pessoacommaiscarademafiosaquejavinavida chegou tb. algum tempo depois, Felipe, Rafa, Osmar e sua trupe foram embora. depois, fomos com o Fred.

passamos na casa dele, pra ele deixar a herança da Carol com ela, ficamos conversando durante horas a fio, até que amanheceu. daí resolvemos ir tomar café da manhã e ficamos rodando pela cidade, num frio mortal (não tava tão frio assim, mas a gente não tava adequadamente agasalhado - destaque para o visual "mindingo" do Fred), esperando alguma padaria abrir. 6h30, abriu uma padaria, e matamos nossa fome. de lá, voltamos pra casa do Fred, para buscar pão de queijo (!!!!! :D) e nos despedimos de verdade, enfim, com promessas de nos visitarmos em Campinas/BH. Fredinho querido demais, vai fazer muita falta aqui.

agora é minha vez de me despedir de Weimar, mas só por hora. segunda 7h04 da manhã entrarei em um trem, com destino: Grenoble. França, depois Espanha, França novamente, Bélgica, Holanda e por aí vai. em outubro volto pra cá.

levo meu laptop, então continuarei mandando notícias - agora mais freqüentemente, espero.

beijos em todos, liebe Grüße

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Video dos torcedores x polícia.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Hannover

Gentê, pelamordedeus, há quanto tempo eu não atualizo isso aqui!

Vou pular várias das coisas então e contar da viagem pra Hannover (19 a 23 de Junho). Antes que eu esqueça dos detalhes dela. :p Na verdade, acho que eu já esqueci! Mas vamos lá:

Pra começar com o pé direito, Vinícius e eu... perdemos o trem! :D oh yeah. Chegamos tipo, 1 minuto (sério) atrasados, o trem já tinha saído. Mas foi ridículo, pq o nome do trem ainda estava lá, e quando chegamos (estávamos correndo o mais rápido possível) ficamos pulando e rindo e comemorando pq o trem nao tinha chegado ainda! kkkkkk Doce ilusão. Daí arrumamos outro trem pra ir; se a gente tivesse sorte, não teria que pagar nada mais. Mas não tivemos sorte, e pagamos 25-€ a mais, cada. Sem contar q eu tava absolutamente enjoada, estava vendo a hora em que eu ia vomitar no pé do cara que tava nos cobrando as passagens.

Daí, tínhamos que trocar de trem algumas vezes ainda. Na próxima estação, descemos e.. adivinha? Perdemos o outro trem! kkkkk Sério.. porque lemos errado; achamos que o trem saía dali a 50 minutos, mas ele saía em 2 minutos e chegava na outra cidade em 50 minutos. Ridículo deste tanto. Mas felizmente, agora não teríamos mais que pagar nada naquele dia.

Chegamos sãos e salvos em Hannover, encontramos a Cynthia, fomos pra casa dela, tals. Saímos de lá rapidinho pra participar de uma aula dela na universidade - aula de comunicação em alemão. Foi bacana, fora que a menina mais chata do mundo estava lá também. Juro, em 30 minutos de convivência indireta com ela, eu já consegui odiá-la. Arrogante, interrompia todo mundo, argh. Enfim.

Saímos de lá e fomos encontrar o Manuel (sim, ele é alemão), namorado da Cynthia. Comemos, tal, e fomos assistir o jogo Alemanha vs. Portugal, no Mensa de lá, e foi uuuuuultra divertido! Alemanha ganhou (como vcs já devem saber), e aí teve uma comemoração enorme na cidade; pessoas sacudindo carros, todo mundo buzinando; foi legal demais. Teve até polícia pra garantir que os carros pudessem andar nas ruas (kk). Diz o Manuel que nunca havia visto uma comemoração como aquela na Alemanha.

Super Deutschland! Super Deutschland! Super Deutschland olê olê!

Desenvolvemos a versão da música cada um-no-seu quadrado, cada um no seu quadrado! em alemão:

Jeder Mensch in seinem Quadrat, jeder Mensch in seinem Quadrat! Bier trinken in seinem Quadrat, Bier trinken in seinem Quadrat! Bratwurst in seinem Quadrat, Bratwurst in seinem Quadrat! Super Deutschland in seinem Quadrat, super Deutschland in seinem Quadrat! kkkkk Pena que não gravamos o clipe... fica pra próxima!

Voltamos pra casa, fiquei por lá e os meninos saíram.

No dia seguinte, almoçamos no Mensa (vamos combinar que lá é muito melhor do que aqui), daí fomos passear pela cidade. Nada demais pra contar, que eu me lembre..!

No outro dia, era a Fête de la Musique, festival que nasceu em Paris e agora acontece em inúmeros países/cidades pelo mundo. Acontecem várias apresentações musicais pelas ruas da cidade, tudo de graça. Foi muito bacana.

No dia seguinte, fomos ao Schloss Herrenhausen, que tem o jardim mais antigo do mundo, conservado igual ao original. Lá é lindo, enorme, dá vontade de ficar o dia inteiro ali. E os regadores supermolham a gente quando a gente passa, kkkkkk, é muito engraçado. Ficamos brincando entre regadores. Ui, voltando pra BH, praça da estação que me espere. kkkkk Saindo de lá, Cynthia foi encontrar com o Manuel e fomos do lado, onde tem várias plantas diferentes, não lembro como chama isso. Mas foi bacana tb; tem plantas do mundo inteiro.

Exaustos, Vinícius e eu ficamos um tempão deitados na grama e fazendo fotos de tudodevibe. kkkk De lá, fomos encontrar Cynthia e Manuel, pra comer e depois ir a um bar. Tomei um suco tipo, superbom. Voltamos pra casa da Cynthia, fomos dormir.

No dia seguinte, fomos pra "praia", que tem numa lagoa perto da casa da Cynthia. Ficamos lá um pouquinho só, e rumamos pra casa. Não perdemos mais trem nenhum. Aprendemos nossa lição. Deus conserva. kkkk

Depois conto de mais alguma coisa que tenha acontecido.

Beijos em todos, liebe Grüße

sábado, 14 de junho de 2008

Em tempo: o Pato Donald mais feio do mundo.


Sim. Eu flertei com ele. (E o cavalo tá apavorado).

»no, no, i bring you to weimar!« [sic]

LübeckFinalmente estou de volta. Sim, depois de semanas sem saco pra atualizar isso aqui, venho tentar correr atrás do tempo perdido..

Sexta feira, dia 30 de Maio, fomos em uma excursão com os outros intercambistas para Lübeck. A idéia era seguirmos pra Hamburg e depois (dia 1.) conhecer uma pequena cidade, Worpswede, antes de voltar pra Weimar.

Depois de cerca de 6 horas de viagem de ônibus, chegamos ao Jugendherberge (albergue) em Lübeck.


Por ironia, adivinhem quem dividiu o quarto comigo? Minha querida Cathlyn. :D E a Catarina (???? não sei escrever - se diz "catarjina"), eslovena. Mas acabou sendo legal e tal - a Cathlyn nem é chata quando está sóbria. :)

A cidade é bem bonitinha e tudo mais. Passamos o dia inteiro lá - eu iria encontrar a Suely à noite em Hamburg, mas como só iríamos pra lá no dia seguinte, combinei de encontrar no sábado.

Ps: odeio tours. Ficava querendo tirar fotos das coisas, mas nunca tem tempo. Um saco.

No dia seguinte, fomos cedo para Hamburg. Chegando lá: mais tour! Uhu! Mas assim: a cidade é maravilhosa. Sério, muito muito linda. Tem uma região onde as lojas mais chiques estão, onde o aluguel por metro quadrado é nada menos que 100-€. Repito: por metro quadrado. Lá, obviamente, não há residências (pois ninguém teria dinheiro pra bancar).






uuuu, clube das mulheres!Há também uma rua em Hamburg onde a prostituição é permitida. A partir das 20h as prostitutas podem tranquilamente ficar pela rua e tudo mais. Perpendicular a ela, há um quarteirão que funciona como o da luz vermelha em Amsterdam: as mulheres ficam "expostas" em vitrines. Porém, nesse quarteirão, só homens podem entrar. Sabem por quê? Porque senão correria o risco de mulheres verem seus maridos por lá. Hmm. Que perigo.

Enfim, almoçamos correndo para poder ir ao tour de barco pelo porto de Hamburg. Eles têm o 2o maior porto da Europa (só perde pra Roterdam), o 6o maior porto do mundo e o tour de barco que é o 1o mais chato do universo. Containers, containers, containers. 2 horas de containers.

um dos lugares mais agradáveis onde já estiveSobre a Suely: pensei em dormir lá de sábado pra domingo, já que de sexta pra sábado não pude. Mas, descobri que não voltaríamos para Hamburg no domingo..! Daí passei o telefone da Evelyn-Desorientada-Beyer (moça responsável pelas relações internacionais da universidade, que organizou a excursão) para que a Suely pudesse descobrir se poderia nos deixar na Autobahn (auto-estrada) no dia seguinte pela manhã - que assim poderíamos encontrá-la e dormir lá. Poucos minutos depois, a Su me ligou horrorizada, disse que a mulher era uma cavala (ela usou essa palavra); parece que a Suely ligou pra ela, explicou quem era, e perguntou se o ônibus passaria na Autobahn de Hamburg, recebendo como resposta "eu não sou o motorista do ônibus". o.O Disse que eu poderia a) Dormir lá e voltar de trem pra Lübeck pela manhã, antes do ônibus sair ou b) Encontrar a excursão em Worpswede. No final das contas, ela desligou o telefone na cara da Suely. Olha que falta de educação. Acabou que não pude encontrá-la, e ainda fiquei com a cara no chão, porque a Suely mudou a agenda dela inteira para ter aquele fim de semana livre pra mim (ela rege 4 corais em Hamburg e ainda tem 2 filhos pequenos pra cuidar).

E sabem qual foi o melhor? Na manhã seguinte, o ônibus tã-dã-dã-dã! Parou na Autobahn pra pegar um menino, austríaco. Nunca tive tanta raiva.

Seguimos então para Worpswede, um Dorf de 6 mil pessoas. Vários artistas moraram lá, por isso a cidade tem algumas coisas interessantes. Mas ela é tão pequenininha, estava tão quente e estávamos tão cansados que mal podíamos esperar pra chegar em Weimar.

Quando estávamos chegando aqui, o motorista do ônibus falou »well, we will be in Weimar in 15 minutes and I must say goodbye«. Daí todo mundo falou um aaaaaaaaaaaaaaaaah!, e ele consertou »no, no, I bring you to weimar!« kkkkkkkkk. Daí ele disse que gostou muito de ir conosco a Lübeck, Hamburg e... e....... kkkkkk Worpswede é tão sem graça que ele nem conseguiu lembrar o nome. kkkk

E uma coisa que eu achei interessante: ele acompanhou alguns dos tours que fizemos. Achei muito legal isso; ele poder participar. Sabe como? Nunca vi os motoristas serem convidados pra acompanhar o tour, no Brasil.

Enfim, é isso então.

Beijos em todos,
liebe Grüße

domingo, 25 de maio de 2008

Sömmerda

usem sua imaginação para descobrir o significado do título.

uh. então.
combinamos com a Andra de irmos a Erfurt sábado, para - finalmente - fazer compras na IKEA. deveríamos nos encontrar na Hauptbahnhof às 11h30, para pegarmos o trem de 11h40 ou, no mais tardar, de 11h52. mas o ônibus pra lá só passava aqui perto de casa às 11h39, então chegamos (Vinícius e eu) lá 11h52, em ponto, e fomos literalmente correndo pra plataforma 2 - quando chegamos, nada mais de trem. e nada mais de Andra.

olha a IKEA ali atrásfomos comer e esperar pelo próximo trem, o de 12h40. entramos no trem e tivemos a brilhante idéia de descer uma estação antes - afinal, a gente já estava vendo a IKEA, e, quem sabe, dali a gente não conseguiria andar até lá, sem ter que ir pra Hauptbahnhof de Erfurt e pagar mais de 8-€ (gente, isso dá mais de 20 reais) em metrôs e ônibuses e coisas assim. quê que ia custar a gente fazer uma tentativa? afinal, a gente já estava enxergando a IKEA; não podia ser tão longe assim. descemos, então, em Vieselbach e fomos andando na direção da loja.

o único problema é que tinha um mato nos separando de lá, então tivemos que dar uma volta enorme, passando por um Dorf (vilarejo) e depois por um caminho entre o mato (não no mato, era um caminho de pedras até bem largo, entre o mato). chegamos!!!!!!!!!

gente, que felicidade!! conseguimos descobrir o caminho mais curto, mais barato e definitivamente mais esperto até a IKEA!! só tinha um problema: por onde entrar? só conseguíamos ver o pessoal autorizado, que estava indo embora, um portão trancado e um medo: sim, estava escrito IKEA gigante no prédio. mas embaixo de IKEA, estava escrito distribution, em letras menores.

não, claro que ali não era só pra isso. claro que a loja estaria do outro lado do prédio. a gente só tinha que descobrir como chegar lá. claro.

fomos falar com a moça que estava ali na entrada, e dissemos que estávamos perdidos, que a gente queria fazer compras na IKEA. ela começou a rir e disse que a gente realmente estava perdido; que a gente tinha que ir até Erfurt (que ali perto poderíamos pegar um ônibus para Erfurt) e, de lá pegar outro ônibus ou o metrô até a loja.

saímos morrendo de rir, totalmente frustrados, na direção: Erfurt.

a frustração humananisso, já não tínhamos mais água, que o racionamento acabou assim que vimos que "havíamos chegado" na IKEA. por sorte, encontramos um posto de gasolina, e entramos na loja de conveniência para 1. comprar água, 2. pedir informações sobre onde pegar o ônibus e 3. com sorte, descolar uma caroninha maneira. com um caminhoneiro (fantasiamos), daria uma história para contar na nossa vida toda. entramos na loja, compramos a água e descobrimos: no sábado não passa ônibus por ali. teríamos que andar até lá. descobrimos também que era mais perto a gente voltar o caminho todo até Vieselbach do que chegar até Erfurt. exaustos, mortos de calor, desanimados, frustrados, ficamos sentados no chão, no posto, na vã esperança de que alguém viesse perguntar o que fazíamos ali tão desamparados e nos oferecesse uma cordial carona até nosso destino final.

que nada, os alemães não se socializam.

mas o moço da loja nos disse que era 30min de caminhada até o Bahnhof de Vieselbach, o que estranhamos bastante, porque com certeza andamos mais tempo do que isso para chegar lá. assim sendo, fui convencida pelo Vinícius de que deveríamos tentar um caminho diferente, do lado da estrada, para ver se chegaríamos mais rápido. eu estava meio hesitante - sei lá né, andar na beira da estrada me parece deveras perigoso. mas aí vimos duas velhinhas chegando de lá e concluímos que, se elas não morrem ali, a gente também não. qualquer coisa era só eu me jogar no mato do lado, coberto de flores amarelas e algumas margaridas - pensei, mas não ousei contar ao Vinícius na ocasião. drama demais? nunca se sabe né.

fomos andando, e na maior parte do caminho havia sim um passeio para nós, ao lado da estrada, super tranqüilo - só quando quase estávamos chegando na Bahnhof tivemos que andar um tiquinho na estrada mesmo. mas é fato que não passou um único carro durante o trajeto todo. muito tranqüilo.

chegamos à Bahnhof, lugar de poucos amigos, total decadente. olhamos o horário do trem: o próximo passaria dali a uns 50min. sentamos no banquinho (semi quebrado, claro), e esperamos.

finalmente o trem chegou, entramos (eu, com meus pés doendo horrores - meus dedões, pra ser mais específica, porque meu tênis da adidas não foi feito para caminhadas - o bico de couro não cede; enfim). dali a uns 2min chegou um velhinho, que estava sentado na poltrona em frente à nossa, e pediu licença pra passar - mas como as malas dele estavam na minha frente, não consegui dar espaço o suficiente e - me diga, meu povo, o que aconteceu? ele pisou no meu pé. não, melhor: no meu dedão. esquerdo. eu quase morri. quase. mas ele pediu desculpas e realmente foi um acidente, então eu, juntando todas as forças do meu ser, sorri, dizendo: ,,kein Problem". (sem problemas).

por volta de 16h descemos em Erfurt e claro que a gente foi comprar roupa, que, afinal, a gente merecia. já tinha sofrido demais. quê que custa, um pequeno agrado, depois de tudo o que a gente passou? entramos na H&M pra dar uma olhada, comemos, entramos na Zara, voltamos pra H&M, comprei umas coisinhas, entramos numas lojas super bacaninhas, olhamos, olhamos, Vinícius comprou uma camiseta, meu pé (o pisado) já doía tanto que eu não conseguia nem pensar. fomos voltando pra Hauptbahnhof, decidimos entrar numa livraria - que o Vinícius tava procurando um livro, e acabei comprando a versão em alemão do primeiro volume de Gossip Girl; livro que deu origem à série de TV. 6,95-€, mais de 200 páginas; acho que foi um preço bom.

voltamos, finalmente, destruídos para a Hauptbahnhof (no caminho, compramos um Dönner e um Dürung, porque não tínhamos nada para comer em casa), e fomos esperar pelo trem pra Weimar. 20h, estava marcado. não; houve um atraso, ele chegaria às 20h20. ops, outro atraso, ele chegaria às 20h30. de saco cheio, o Vinícius foi pedir informações e foi informado de que, aquele dia, todos os trens para Weimar haviam sido cancelados. a gente teria que pegar um ônibus pra cá. oras, mas a gente teria então que pagar pelo ônibus?? - ficamos nos questionando. afinal, o trem pra Weimar a gente pega de graça com o Thoska, mas a ônibus a gente não tem direito. descemos; quando estávamos a caminho do ônibus, vimos no painel: trem com parada em Weimar, 20h39.

subimos de volta correndo e entramos sem nem olhar no trem da plataforma 2, em que constava "Weimar" no letreiro externo. entramos, as portas logo se fecharam, assim que nos demos conta: esse trem é da ICE. a gente não pode pegá-lo de graça. suamos frio, e ficamos torcendo 1. para não nos pedirem o bilhete, afinal, era só 15min até chegarmos ou 2. para entenderem que foi um acidente e nos perdoarem. foi quando eu li o letreiro interno do trem: ,,heute, kein Halt in Weimar". "hoje, não há parada em Weimar". tudo bem, tudo bem, o trem deve parar em Jena, Gera, sei lá, qualquer cidade ali perto; a gente desce lá e pega outro trem regional de volta pra Weimar. simples assim. foi quando ouvimos a doce voz informando: ,,nächster Halt: Leipzig" - "próxima parada: Leipzig". enlouquecemos. eram 3 horas de viagem de trem bala até chegar em Leipzig. era muito longe. Vinícius levantou e foi procurar alguém para explicar o ocorrido. o cara foi grosso com ele, impaciente, disse que a gente deveria ter percebido, e blablablá, e que chegaríamos em Leipzig às 23h. de lá, teríamos que pegar um trem para Weißenfels e, então, outro para Weimar. Vinícius voltou desesperado e foi me contar o que ele disse. desesperei também, lógico, e fiquei tentando lembrar se eu não conhecia ninguém em Leipzig que pudesse nos socorrer.

o cara passou por nós, olhando os bilhetes e, quando ele estava voltando, fui falar com ele. expliquei novamente o ocorrido, disse que entramos no trem por engano, que a gente era novo aqui, pedi mil desculpas e ele perguntou se eu havia entendido o que deveríamos fazer. disse que não exatamente, e fui com ele para ele me explicar exatamente o que seria. ele parecia mais calmo, felizmente. fui pra lá e ele foi me mostrando no computador os trens que deveríamos pegar, escrevendo num papel pra mim, para eu não esquecer. foi quando o trem parou em um daqueles sinais; estávamos em uma estação. Vinícius chegou correndo e perguntou se eles não poderiam nos deixar descer ali, que poderíamos tentar pegar um trem de lá, que era mais perto. ele disse que não; que não tinha como. voltamos, sentamos em nossos lugares. e o trem ainda parado.

foi quando o cara veio se aproximando. não, nem queria alimentar esperanças, ele não estava vindo falar conosco. mas sim, ele estava! disse que lhe deram permissão para abrir a porta para nós, e foi explicando super rápido que ele não conhecia aquela estação, mas que dali deveríamos mudar de plataforma e que então pegaríamos um trem de volta pra Erfurt, e, então, um ônibus pra Weimar. agradecemos um milhão de vezes e descemos do trem. momento de maior felicidade do mundo!! não iríamos mais para Leipzig!! Deus, que alívio! estávamos quase chorando, fomos correndo para a outra plataforma e olhamos o horário do trem: dali a 30min estaríamos rumando para Erfurt.

qual foi nossa surpresa ao notar o nome da estação em que estávamos. resumia o nosso dia, a nossa experiência maravilhosa daquele dia: Sömmerda. Só merda. claro. sinal dos céus.

ficamos rindo primeiro da nossa merda, depois da nossa grande sorte de o trem ter parado naquele sinal ali. esperamos e finalmente pegamos nosso querido trem para Erfurt. e olha só que máximo: o trem tinha 2 andares!! fomos para o de cima e ficamos apreciando a vista.

descemos em Erfurt, fomos direto para o ponto de ônibus - tava cheio de gente vindo pra cá. felizmente tinha lugar pra todo mundo e pudemos vir sentados. dali a quase 1h chegamos na Hauptbahnhof; em 23 minutos passaria o ônibus 7, que poderia nos deixar na Goetheplatz, centro. entramos no ônibus, chegamos na Goetheplatz, vimos um sinal luminoso suuuuper bonito, que vinha de uma loja. coisa impensável para Weimar, muito arrogante. kkkk. viemos pra casa, tirei meus sapatos, tomei o melhor banho da minha vida, comi, tremendo, 1/3 do meu Dürung e subi pra minha cama, pra começar a ler meu Gossip Girl. isso era por volta de meia noite.

meu corpo doía tanto que, mesmo com todo o cansaço, eu dormia muito mal, e um sono muito leve. 4h da manhã levantei pra pegar uma novalgina e aí dormi melhor.

morais do dia: 1. não fazer brincadeiras maldosas envolvendo mórmons. 2. não confiar mais no computador do que no ser humano. 3. usar sempre protetor solar. 4. caminhos mirabolantes potencialmente não dão certo. 5. não sair de casa só com blusa de frio, e sem água. 6 e mais importante. precisamos da Andra pra tomar conta da gente.

ps: fizemos um documentário em vídeo do nosso dia. quase todo. depois posto no youtube e deixo os links.

liebe Grüße

ps: de acordo com o Google Maps, nessa brincadeira, andamos algo em torno de 9km.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

endlich, Frühling!

finalmente, primavera!

nessa segunda-feira, feriado de Pfingster (nao sei a traducao) fizemos um programa superalemao: fomos tomar sol no parque (no caso, o Park an der Ilm).

calorzao de 20 graus, sol queimando, deitamos na grama (Vinicius, Thessi, Martin e eu, inicialmente, e depois 2 espanhois, que esqueci o nome agora - isso sem contar com a Alba, cachorro da Thessi - ela e' muito fofa, weimariana - raca originaria daqui da cidade mesmo. um dos cachorros mais doceis que ja vi).

so' de lembrar do sol me da um frio; saudade do calorzinho. :) (agora ta fazendo 11 graus).

foi otimo; ficamos sem fazer nada. nada, nada.

mas eu tenho que enrolar, senao nao posso postar todas as 3 fotos que quero postar aqui.

entao vou dando paragrafos de 2 enteres e falando sobre nao ter o que falar, tentando ocupar espaco.

isso porque a verborragia do post ante-anterior esgotou minha capacidade (arghhh qual e' a palavra? Vinicius ta na luta aqui comigo, pra lembrar da palavra, mas ta osso). pra ver que acabou com meu vocabulario tambem. enfim, tenho que ser prolixa, mas ate isso ta dificil.

felizmente nao queimei - pra isso tive que correr pra sombra, depois de um tempo, e diz o Vinicius que rolou ate uma mini marquinha de sol nas minhas costas! gentE, vim bronzear na Alemanha! kkkkkk

a Livia falou que eu faco aqui tudo o que nao faco no Brasil; vejamos: vou a festas (eventualmente, mas vou), experimento alcool (mas continua sem dar certo kkkk), cozinho, e mais: limpo cozinha, banheiro, janela, tiro teia de aranha, aspiro meu quarto, lavo roupas, cumprimento as pessoas com um aperto de mao, como peixe (pasmem!), e ainda por cima me bronzeio! te contar; virei outra pessoa. aham. kkkkk

ja enrolei o suficiente!

beijos em todos e liebe Grüße!